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Amor e ódio são sentimentos que se dividem em uma linha bem tênue. Isto é, podemos amar algo ou alguém em um instante, e em outro, podemos odiá-lo. O inverso também é bem fácil de acontecer. Pois bem, esses dois sentimentos tão comuns são como posso resumir a leitura desse livro. 

Ódio foi o que senti ao terminar o prólogo. Já havia lido alguns livros nos quais a temática era o abuso físico, mas não tão detalhados e cruéis como foi em Sorrisos Quebrados, publicado aqui pela editora Valentina. Além do ódio, sentimentos como a revolta, a indignação e a tristeza preencheram o meu peito ao terminar as primeiras páginas. A curiosidade do que iria acontecer após a leitura de tanta coisa ruim foi o motor para continuar a história.

Acabei de ler o livro já faz um bom tempo, mas só estou fazendo a resenha agora, pois não sabia por em palavras o que ele representou para mim. Talvez ainda não saiba, mas você que está lendo esse texto agora tem que saber que precisa ler Sorrisos Quebrados o quanto antes. Que história, meus caros, que história!

Amor. Esse é o sentimento que permeia as páginas deste livro criado pela autora portuguesa Sofia Silva. Ela pegou o significado mais sublime e puro dessa palavra e pôs com toda a vontade nesta história. Ela curou momentos cruéis e tristes com as mais tocantes e lindas poesias de amor. É um livro intenso e forte.

Sorrisos Quebrados conta a história de Paola, uma jovem pintora que tem sua vida completamente transformada após sofrer abuso físico e psicológico do marido. Ao tentar reconstruir sua vida em uma clínica, acaba conhecendo Sol, uma menininha tímida de 4 anos, filha de André, um homem que também enfrenta seus próprios demônios. Esses três personagens acabam se conectando de uma maneira bem especial. Cada um deles possui um passado turbulento e cruel para lidar. Enquanto conhecemos a história de Paola desde o começo do livro, a de André, e principalmente a de Sol,acaba por ser um suspense que instiga o leitor a descobrir que mistério triste envolve a vida de pai e filha. E olha, essa foi outra bomba que Sofia preparou para nós. A autora foi fundo ao buscar nas pessoas, a mais pura crueldade que um ser humano pode fazer ao outro. Nesses momentos, tive que parar a leitura e respirar fundo para dar continuidade a história.

Cada um desses personagens sofreram traumas difíceis de ser curados. Seria mais fácil se soubéssemos que é somente a história de um livro, mas não, não é. Sorrisos Quebrados trata de relacionamento abusivo e de drogas, fatores que infelizmente são bem comuns em nossa sociedade. São temas recorrentes em livros, séries, novelas, etc, mas a forma como esses assuntos foram tratados por Sofia foi bem especial.

Entretanto, como dito anteriormente, a autora salpicou poesia ao longo da leitura. Ela criou diálogos poéticos belíssimos. Alguns podem achar piegas, mas encontrei pureza e beleza nas trocas de conversas entre Paola e André. Sofia trouxe tanta sensibilidade em momentos sombrios que isso tornou a leitura prazerosa e doce. Ela conseguiu trazer alegria e esperança em um mundo sem cor. Ela trouxe uma doçura indescritível ao relacionamento de Paola, André e Sol. 

Ainda não consegui passar para vocês o que senti ao ler Sorrisos Quebrados. A única coisa que posso dizer é que esse livro até agora foi o favorito do ano para mim. Sofia Silva conseguiu pintar beleza e amor em um mundo permeado de tristeza e ódio. É um livro que deve ser contemplado por muitos, pois nele o leitor irá encontrar amor, ódio, tristeza, felicidade, beleza, feiura, indignação, encantamento e um misto de sentimentos que irá tocar profundamente a pessoa que terá o prazer de apreciar cada parágrafo criado por Sofia Silva.

 

Sobre a autora:

Nascida em Vila Nova de Gaia, Portugal. É licenciada em Ensino Básico (1º Ciclo) pela Universidade de Aveiro.
Amante de literatura, em especial poesia e, nela, de Pablo Neruda. Sempre gostou dos sentimentos contidos nas palavras e do poder que exercem sobre os leitores. Ávida devoradora de romances, com predileção pelos dramáticos de final feliz, desde jovem participa ativamente do meio literário.
Em Dezembro de 2014, iniciou-se na ficção através da plataforma Wattpad com a Série Quebrados, cujo foco são histórias sobre violência doméstica, deficiência físico e abuso sexual.
Com mais de 1 milhão de leituras e o apoio fervoroso de leitoras brasileiras, publicou, dois anos depois, o seu primeiro livro na Amazon, Sorrisos Quebrados, atingindo o top 10 de vendas em ebook no Brasil.
Para o futuro, deseja continuar a dar voz aos problemas da sociedade através de personagens que ultrapassam inúmeros obstáculos e merecem ser felizes.

Sinopse: 

Apenas amigos. Somos apenas amigos. Não, sério. Ela é só minha melhor amiga. Arizona Turner é minha amiga desde a quarta série, mesmo quando a gente “se odiava”. Acompanhamos a vida um do outro desde o primeiro beijo, a primeira vez, e somos uma constante na vida do outro quando os bons relacionamentos ficam ruins. Até nossas faculdades ficavam a minutos de distância uma da outra.
Com o passar dos anos, e apesar do que dizem por aí, nunca ultrapassamos nenhum limite. Nunca sequer pensei a respeito.Nunca quis. Até que, certa noite, tudo mudou. Pelo menos devia ter mudado…
Apenas amigos. Somos apenas amigos. Só estou dizendo isso até descobrir se ela ainda é “apenas” minha melhor amiga.

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Me interessei por esse livro assim que li a sinopse: duas pessoas que são amigas desde a infância e que nunca cogitaram se envolver romanticamente, acabam apaixonando-se anos mais tarde. Tinha muita curiosidade em ver como a autora iria mudar esse cenário. Se ela iria abusar dos clichês e partir para caminhos mais fáceis ao transformar o sentimento dos amigos. E bem, ela fez isso.

Sinceramente, Carter (lançado pela Universo dos Livros) conta com 400 páginas e por isso, a autora poderia ter elaborado melhor a mudança do relacionamento dos personagens. Logo no início, o sentimento novo de Carter e Arizona começa a aparecer. Já podemos conferir de início o começo da atração dos dois, assim, sem mais nem menos e ao mesmo tempo. Na verdade, a autora escolheu outro modo de contar a história. Durante o livro, Whitney G. intercala em capítulos, momento atuais e momentos que aconteceram durante a amizade dos dois desde a infância. Nessa fase, a autora mostra como era amizade dos dois e no que foi se desenvolvendo até o tempo atual. E apesar de eu sentir uma falta de aprofundamento na amizade do casal, isso não me fez não curtir a história, muito pelo contrário. A narrativa da autora é super tranquila de ler por ser objetiva e direta. A história não possui muitos conflitos, tirando a parte final do livro que dá vontade de bater em um dos protagonistas.A autora criou uma história atraente e sensual que torna a leitura bem rápida, dinâmica e interessante.



Arizona e Carter têm aquele tipo de amizade que todos gostariam de ter. Eles contam tudo um para o outro, se zoam e se xingam. A honestidade crua é a base do relacionamento dos dois. Ela é uma personagem forte, que tem opinião, mas nem por isso deixa de ser sensível e doce. Já Carter é aquele típico mulherengo que não se envolve com ninguém por muito tempo. Apesar de ter passado por uma infância turbulenta, o jovem é um cara bem bacana e leal aos seus amigos.

A única coisa que me incomodou mesmo no livro foi a rapidez com que a atração dos dois rolou, mas o grande trunfo da história é a dinâmica entre Carter e Arizona. Whitney criou dois personagens que são deliciosos de acompanhar. O relacionamento dos dois é real, com um diálogo real e com uma situação real. O que acontece com eles, e o modo como eles se tratam pode acontecer com você, com um amigo seu, com o seu vizinho, etc. Enfim, são situações que podem acontecer com quem quer que seja, pois o livro é contemporâneo, jovem e com os dois pés na realidade.

Sinceramente, Carter é aquele New Adult rápido de ler, que te conquista fácil graças a narrativa e a objetividade da autora. É um livro do dia a dia, sem dramas e chororôs. Um excelente passatempo que te diverte e entretém, afinal, a leitura é tão gostosa que o leitor devora a história em pouquíssimo tempo.


OH, LOOK WHAT SHE MADE US DO!

Bônus: os fãs de Taylor Swift têm um motivo especial para curtir esse livro. Whitney homenageou a cantora colocando algumas de suas músicas como os títulos dos capítulos. A autora montou uma playlist bem bacana com as canções, e você pode conferir todas elas abaixo:


1- Blank Space
2- Wildest Dreams
3- All Too Well
4- Sad Beautiful Tragic
5- Sparks Fly
6- Breathless
7- Eyes Open
8- Both of Us
9- Tell Me Why
10- The Best Day
11- The Moment I Knew
12- The Last Time
13- Speak Now
14- Everything Has Changed
15- Love Story
16- Come in With The Rain
17- Crazier
18- All You Had To Do Was Stay
19- Should've Said No
20- Two Is Better Than One
21- Treacherous
22- Half of My Heart
23- Come Back...Be Here
24- We Are Never Ever Getting Back Together
25- Begin Again
26- How You Get The Girl
27- I Wish You Would
28- Shake It Off
29- You're Not Sorry
30- You Belong With Me

Sobre a autora:

Whitney G. é uma jovem escritora norte-americana, que vive obcecada com viagens, chá e café. É também uma autora bestseller do New York Times e do USA Today, para além de ser fundadora do blogue The Indie Tea, onde procura inspirar jovens autores independentes de literatura romântica.

Dumplin',publicado pela editora Valentina, é um daqueles livros que instigam você a querer ler o quanto antes só por ter achado interessante a capa e a sinopse. Acontece que nem sempre expectativa se torna realidade. Pois bem, neste caso o meu faro literário não errou, pelo contrário, ele acertou em cheio! O livro de autoria de Julie Murphy é um novo adulto empoderador que trata o bulliyng de uma maneira bem peculiar. Dumplin'conta a história de Willowdean, uma adolescente de 16 anos gordinha muito bem resolvida com o seu corpo, até se apaixonar por um garoto do seu trabalho. Bo, o menino em questão, não se importa com as curvas a mais de Will, mas o relacionamento dos dois faz com que a garota comece a ter uma baixa estima da qual nunca sofreu antes.

Não sei vocês, mas quando vejo que uma história irá tratar o bulliyng como tema, logo penso que será um daqueles dramas que irão te impor as situações goela a baixo. Confesso que tive um pouco desse receio, apesar de me interessar pelo livro, mas Julie soube surpreender nesse quesito. Will é uma personagem muito querida e muito realista, e sobretudo, muito madura. Ela não se faz de vítima, até porque não é uma. A garota não se importa com que as outras pessoas dizem sobre ela ou sobre o seu peso. E quando não está ignorando o bullying, ela o está combatendo com uma língua bem afiada e de cabeça erguida:

"Sei que as garotas gordas deveriam ter alergia a piscinas, mas eu adoro nadar. Não sou boba: sei que as pessoas ficam encarando, mas não podem me culpar por eu querer dar uma refrescada. E por que isso deveria fazer alguma diferença? Por que ter coxas enormes e cheias de celulite me obriga a pedir desculpas à humanidade?" - página 30.

Julie, com seu jeitinho autêntico de ser, educa com classe o leitor quando produz textos assim:

"(...) E quem era aquele palito escroto? - Assim que as palavras saem da boca, sinto um arrependimento mortal. A vida inteira tive um corpo digno de comentários, e se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que, se o corpo não é seu , você não tem o direito de dizer nada. Seja a pessoa gorda, magra, alta ou baixa, não interessa." - página 34.

Ou assim:

"Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda a ver" - página 319.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E mais, a autora não fala somente sobre o excesso de peso em seu livro. Julie discorre sobre as várias camadas do bulling em relação a aparência físíca das pessoas. Aquela que é gorda demais, a que é magra demais, a que tem dentões enormes, a que manca por ter uma perna maior do que a outra e, assim por diante:


"Quando estou a caminho da aula seguinte, ouço comentários do tipo "Que horror", "Desculpe, mas ela é hedionda" e " Por que não usa aparelho?". Esse último é o pensamento que passa o resto do dia na minha cabeça, pois Hannah não deveria ser obrigadaa usar aparelho. talvez ela não possa pagar por um, ou tenha medo de usar. Seja como for, ela não deveria ser obrigada a entupir a boca de metal só para alguns imbecis a deixarem em paz" - página 136.

O que não falta em Dumplin' também é o empoderamento feminino, tema que está super presente nos dias atuais:

"Eu só quero que você seja feliz!"

"Eu sou feliz!"

"Isso é o que você pensa porque ainda não conhece o mundo. Você está perdendo tanto! Rapazes, namoros... Esse tipo de coisa."

"Você só pode estar brincando. Extra, extra! Um homem não vai resolver os meus problemas." - página 122.

É ou não é para aplaudir de pé essa surra de confiança e auto estima?

Willow é uma personagem bem madura pra sua idade.Ela lida com o preconceito que recebe de uma maneira corajosa e inusitada. Willow é ousada, sensata e inteligente. Mas do que isso, ela é humana! É uma daquelas personagens que nos conquista logo de início e que nos dá vontade de ser amiga.

"Às vezes, descobrir quem você é implica entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin'. Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa."

Julie nos presenteia em Dumplin'com uma história de empoderamento juvenil que dá gosto de ler, e que nos inspira a ter empatia pelo próximo. É um texto inteligente e divertido com temas que devem ser discutidos desde cedo em todas as esferas sociais. E tudo isso reunido em 333 páginas que são deliciosamente devoradas com rapidez, de tão fluida que é a história. Tive dificuldade em separar alguns trechos para compartilhar, porque era tanta citação maravilhosa que me segurei pra não citar o livro todo aqui.

 Bônus:

Durante todo o livro, Julie sempre encontra uma maneira de mencionar Dolly Parton

Pra quem não conhece, Dolly é uma famosa cantora country norte-americana, e você com toda a certeza do mundo já escutou uma música dela. Bem, talvez não na voz de Dolly, mas sim na de Whitney Houston. O hino antemporal I Will Always Love You ~pasmem~ foi composto pela cantora country e ficou bem famosa na voz dela (espia aqui), mas ganhou mesmo o mundo quando foi interpretada por Houston. Mas a música preferida da nossa protagonista é Jolene, e a editora Valentina fez um booktrailer bem legal com a canção. Confira abaixo:

Sobre a autora:

Julie Murphy vive no norte do Texas com o marido que a ama, o cachorro que a adora e os gatos que a toleram. Quando não está recordando deliciosos momentos de sua vida como bibliotecária, escrevendo ou mesmo tentando recolher animais abandonados, Julie pode ser encontrada assistindo a filmes feitos para a TV, caçando a perfeita fatia de pizza caprichada no queijo e planejando sua próxima grande aventura turística. Após abandonar a profissão de bibliotecária (quanta saudade!), Julie agora é escritora em tempo integral. Seu aclamado romance de estreia se chama Side Effects May Vary. Visite Julie em www.juliemurphywrites.com

Dulce María é atriz, cantora, compositora, empresária e escritora. O último, talvez, muita gente pode não saber, mas a mexicana de 32 anos publicou seu primeiro livro - Dulce Amargo, em 2008, ainda na época do RBD. Neste livro, Dulce reuniu alguns poemas e canções que foram retirados de um lugar bem íntimo: o seu coração. 

Capa da primeira versão de "Dulce Amargo" 


Depois de nove anos do lançamento da primeira publicação, chega ao Brasil uma nova versão, o livro Dulce Amargo - Lembranças de uma Adolescente, publicado por aqui pela Universo dos Livros. Neste novo diário, a autora não fez diferente: Dulce expôs toda a sua alma, desnunando seus mais profundos sentimentos para todos aqueles que desejarem conhecer o seu verdadeiro "eu", e não somente a artista ou a celebridade.

Em Dulce Amargo, não vemos a atriz renomada ou a cantora aplaudida, vemos uma jovem mulher que sofre de amor, que vive o amor intensamente, que chora, que sorri, que aconselha e que é confundida por uma série de sentimentos. Ou seja, uma ambiguidade de sensações que todos nós possuímos em nosso interior.

Se você conhece a Dulce do fenômeno Rebelde e não acompanha ou não curte a carreira da ruiva, não se preocupe. Dulce Amargo não conta a sua trajetória. Dulce Amargo é um diário dos seus sentimentos, por assim dizer. São textos originais dos quais o leitor se identificará prontamente por conta do conteúdo honesto e liberador. 



Se você é fã da eterna Roberta Pardo, não se surpreenderá com o fato de que nada mudou: Dulce María continua ao mesmo tempo sensível e forte, passando a mensagem de sempre lutar

por seus sonhos e objetivos. Assim como a sua mais famosa canção, o hino "No Pares", no qual cantava versos como "não pare nunca de sonhar", é assim que Dulce inicia o livro, com uma mensagem positiva e motivadora:

"Acredito que esta frase se aplica a todos os aspectos da nossa vida: "busque e encontre." Busque o que você mais ama; lute por seus sonhos e por aquilo que te apaixona;

encontre sua missão nessa vida, dado que todos temos a nossa; agardeça por tudo o que você tem, em vez de se focar naquilo que falta; seja a mudança que gostaria de ver no mundo."

Dulce Amargo - Lembranças de uma Adolescente, funciona como uma espécie de auto ajuda sem classificação indicativa. Não por ser algo para maiores de 18 anos, e nem para menores.

Os textos produzidos por Dulce María são temas que tocam a alma de pessoas de todas as idades. O livro funciona como um desabafo de uma amiga íntima, aquela pela qual vocÊ torce e se identifica.

 

Sobre a autora:

Dulce María Espinosa Saviñón (Cidade do México, 6 de Dezembro de 1985) é uma atriz, cantora, compositora e escritora mexicana. Integrou as bandas Kids, Jeans e o fenômeno RBD, além de ter atuado em mais de 10 telenovelas e feito outros trabalhos paralelos - como a dublagem do filme El Agente 00-P2 e o lançamento do livro Dulce Amargo. Atualmente segue com sua carreira solo, com a qual já lançou três CDs e um DVD.

Era noite de domingo, mais precisamente às 23:50, quase segunda-feira, quando decidi ler um capítulo de Atraído antes de dormir. Teria que acordar cedo no dia seguinte para trabalhar, mas antes queria dar uma olhadinha no livro. Quando vi, já era meia noite e meia e eu estava no quarto capítulo. Forcei-me a largar o livro para tentar acordar com o mínimo de sono possível na segunda, mas já estava mega ansiosa para retomar a leitura. 

Sabe aquela história que você fica rindo do início ao fim? Então, foi isso o que aconteceu com Atraído. Minha gente, esse livro é engraçado demais! E ele já começa super diferente. Atraído é narrado totalmente pelo personagem masculino Drew Evans, o protagonista da história. Drew começa o primeiro capítulo contando de forma mega informal, o que de errado está se passando com ele. Só que a narrativa do personagem é muito engraçada. Ao longo da história, Drew inunda o livro com referências de filmes que todo mundo viu; ou então, exemplifica a situação que está sendo narrada no momento com exemplos muito divertidos. Não sabia se ria ou se ficava com pena das enrascadas que Drew se metia. Quer dizer, eu sabia sim. Eu ria, e muito!

 

Capa da versão norte-americana. 

Estou falando aqui que Drew faz isso, que faz aquilo, como se ele realmente fosse alguém real, alguém que contou uma parte da sua vida para nós. Mas é que a autora construiu um personagem tão real, que realmente fica difícil pensar nele como alguém fictício.  Em um determinado momento da história, tive que dar uma olhadinha na capa do livro para ver se realmente ele foi escrito por uma mulher. Emma Chase, a autora, trouxe para as páginas do livro um personagem que você pode encontrar em qualquer esquina (ok, também não é assim, porque se for, quero saber aonde encontro um Drew Evans passeando por aí...). Emma construiu um empresário bilionário arrogante, porém de bom coração, mas que nem por isso deixa de ser um homem, que pensa como um homem, que fala como um homem, e que age como um homem. Você vai encontrá-lo tendo atitudes machistas e vai querer bater nele por isso e aquilo, mas isso é ótimo, pois essas características o transformam em alguém real.

Depois disso tudo, não preciso dizer que o grande trunfo de Atraído é a construção da autora com o Drew, porque na verdade, o grande suprassumo da história é o personagem. Mas vamos largá-lo de mão um pouquinho e falar da história. Drew é o nosso narrador principal. É com o empresário que  iremos descobrir como ele conseguiu finalmente se apaixonar por alguém, como conquistou esta mulher, como a perdeu e como tentará reconquistá-la.  Já falei que ele é daqueles ricos arrogantes que acham que podem conquistar o mundo apenas por serem eles, mas temos aqui um par a altura de Drew: a  determinada e objetiva Kate Brooks.  Apesar da atração mútua, Kate e Drew vivem a pé de guerra, bem na vibe a

gata e o rato, o que rende cenas cômicas e bem calientes.

Atraído é o primeiro da série de quatro livros. Todos os outros já foram lançados no Brasil pela Universo dos Livros.

Se você está passando por uma ressaca literária, ou quer ler algo leve, mas que mesmo assim tenha aquele tempero picante, Atraído é a escolha correta.

Sobre a autora:

EMMA CHASE vive em uma pequena cidade de Nova Jersey com seu marido e seus filhos. Seu primeiro livro, Atraído entrou nas listas de Best-Seller do The New York Times e do USA Today. 

 

 

Semana passada trouxemos a resenha do livro A Bela e A Fera - edição oficial do filme. Hoje iremos continuar falando desse universo tão aclamado da Disney. Trata-se de A Fera em Mim, mais um livro publicado pela nossa parceira Universo dos Livros
 
Sinopse:
 
Um príncipe amaldiçoado se isola em seu castelo. Poucos o viram, mas aqueles que conseguiram tal proeza afirmam que seus pelos são exagerados e suas garras são afiadas – como as de uma fera! No entanto, o que levou esse príncipe, que já foi encantador e amado por seu povo, a se tornar um monstro tão retraído e amargo? Será que ele conseguirá encontrar o amor verdadeiro e pôr um fim à maldição que lhe foi lançada? Em “A Fera Em Mim”, conheça a história por trás de um dos mais cativantes e populares contos Disney de todos os tempos: A Bela e a Fera!

Resenha:

A Fera em Mim, de autoria de Serena Valentino, traz um ponto de vista diferente sobre a já conhecida história de A Bela e a Fera. Neste livro, a autora aborda os acontecimentos que levaram um lindo príncipe a se tornar um temido monstro. Serena também narra o desenrolar dos acontecimentos durante a maldição.

Como podemos ler em nossa resenha de "A Bela e a Fera", a autora Elizabeth Rudnick mesclou a história do desenho com o filme e acrescentou uma pitada de novidade. Já em A Fera em Mim, o leitor irá encontrar uma nova roupagem da história, com novos personagens e um enredo distinto do conhecido. Serena mostra uma visão mais completa da personalidade cruel e egoísta do príncipe. Se na história da Disney nós torcemos para a maldição ser quebrada, neste livro não podemos esperar para que o príncipe tenha logo o seu castigo.

Olha ele aí! Há quem prefira ele como Fera... e vocês?

A Bela da qual conhecemos fica em segundo plano. Óbviamente, ela ainda é a parte crucial para a finalização da história, porém, a autora criou novos personagens que são fundamentais para a construção e o andamento da narrativa. Tais personagens ganham tanto destaque que acabam por dividir o protagonismo do livro com a Fera.

Serena conduz a história da maldição passo a passo durante alguns capítulos, e é nesse ponto que conhecemos a fundo a personalidade do príncipe. Cada vez que ele toma uma atitude egoísta e mesquinha, entendemos mais do motivo da punição ser tão severa.

O livro é curto e pode ser concluído em pouquíssimo tempo dependendo da velocidade da leitura do leitor. Serena possui uma escrita simples, mas direta e objetiva, fazendo com que este conto possa ser lido por leitores de todas as idades. 

Os mais fanáticos podem torcer um pouco o nariz para essa nova perspectiva da história, mas todos os ingredientes colocados aqui, fazem de A Fera em Mim uma leitura interessante. Talvez não tão encantadora quanto a qual conhecemos, mas ainda assim, carrega a mensagem de que o amor é maior do que a futilidade e as aparências.

Dan Stevens é o ator que interpreta a Fera no live-action

Ressalvas:

- O Gaston que conhecemos continua sendo aquele embuste arrogante, mas neste livro a origem do personagem tem mais a ver com a do príncipe do que podemos imaginar.

- Serena também escreveu outros livros focados nos clássicos da Disney. Ela deu uma repaginada e destacou as histórias da vilã Úrsula de A Pequena Sereia, da madrasta da Branca de Neve, etc. Em A Fera em Mim, ela cita alguns desses personagens.

- Antes de Bela aparecer, o príncipe tentou escapar da maldição envolvendo-se com outras mulheres. Uma delas é o estopim para que a história tome fôlego.

Sobre a autora:

Serena Valentino há anos vem criando contos fantásticos em seus quadrinhos aclamados pela crítica. Ela é conhecida por seu estilo único de contar histórias, que conduz seus leitores a mundos requintadamente construídos, repletos de aventura, beleza e protagonistas extraordinários. Ela vive em São Francisco.

 
 
 

 O live action do clássico da Disney, A Bela e a Fera emocionou a todos pela fidelidade com a animação de 1991. Protagonizado por Emma Watson e Dan Stevens, o filme fez bonito nas telas do cinema e arrecadou 1 bilhão em bilheteria mundial, tornando-se uma das produções cinematográficas mais vistas do ano. 

 
 
Apostando no sucesso da produção, a editora Universo dos Livros lançou o livro A Bela e a Fera, uma edição oficial do filme, escrito por Elizabeth Rudnick.  

Quer saber se a história da autora é tão maravilhosa quanto ao desenho e ao filme? Confira nossa resenha abaixo:

Sinopse:

Bela deseja para sua vida muito mais do que a pequena cidade provinciana de Villeneuve pode oferecer. Lá, ela se destaca da multidão com um ponto de vista único, uma independência vigorosa e um notável amor pelos livros. Ela anseia por viagens e aventuras, e por uma vida tão empolgante quanto as histórias que lê, mas, quando seu amado pai é aprisionado por uma fera em um castelo encantado, o destino de Bela muda para sempre. Ao arriscar sua liberdade e seu futuro, ela assume o lugar do pai, jurando-lhe que escaparia em segredo. No entanto, conforme aprende mais sobre a Fera e seu misterioso castelo, Bela descobre que pode haver mais sobre a história dele – e sobre a sua própria – do que ela jamais poderia ter imaginado.

Resenha:

Antes de mais nada, este livro é um presente. Um presente para quem cresceu assistindo aos clássicos da Disney, para quem é apaixonado pela animação "A Bela e a Fera", e para quem amou o live-action. Elizabeth Rudnick acertou em cheio ao escrever este livro. A autora reuniu uma parte bastante significativa do enredo do filme, incluindo também partes da narrativa e diálogos do desenho, e acrescentou uma pitada de conteúdo original. Todos esses ingredientes transformaram este livro em uma receita deliciosa e completa.

Com isso, os fãs do clássico continuam com personagens cativantes e uma história regada de mensagens positivas. Aqueles que nunca esbarraram no mundo de A Bela e Fera encontrarão uma mocinha destemida, inteligente e bondosa, que destoa das princesas clássicas que são sempre salvas pelo príncipe encantado. No enredo, temos um príncipe também nada convencional, tanto em sua aparência de Fera, quanto em sua personalidade difícil e geniosa. Aqui, as madrastas más e as bruxas dão lugar ao vilão mais belo e arrogante dos contos. Para completar o time, entra em jogo outros personagens interessantes e divertidos que farão o leitor torcer rapidinho pelo "felizes para sempre".

Vale destacar que apesar de toda a fidelidade com as produções da Disney, a autora não reproduz as partes musicais no livro. Elizabeth transformou as canções em cenas, isto é,o leitor irá encontrar, por exemplo, o momento clássico da Bela dançando com a Fera em formato de narrativa. Mas se você é daquelas pessoas nostálgicas, que tal fazer essa parte da leitura ouvindo a música? 

A Bela e a Fera é uma história que reúne suspense, romance e ação, fazendo desse clássico um sucesso absoluto seja em desenho, filme ou livro.

 Sobre a autora:

Elizabeth Rudnick já escreveu mais de trinta livros, incluindo os romances Tweet Heart, Pete’s Dragon: The Lost Years, e o best-seller juvenil baseado no live-action homônimo de Cinderella. Ela vive em Cabo Cod, no Estado de Massachusetts, nos EUA, com seu marido e três amáveis vira-latas: Jack, Gin-ger e Belle.

Sinopse:

Refugiado em seu Bunker, Adolf Hitler escreve sem parar páginas e páginas de um texto de conteúdo secreto. Quando se dá a invasão soviética em Berlim, Hitler entrega um relógio a oficial da Gestapo com uma mensagem.

Resenha:

O autor inicia a trama na cidade de Paris no ano de 1940, levando o leitor numa viagem diretamente ao passado. A importância desse começo é que através dele poderemos  entender e conectar todos os fatos seguintes.

Nesse mesmo início somos apresentados ao objeto que irá ocasionar toda a trama policial criada pelo autor: o relógio Cartier de Adolf Hitler. A partir daí realizamos outra viagem no tempo, somos levados para uma época mais atual, para a Buenos Aires de 2012.

A nossa protagonista é Verônica, uma paulistana que durante um passeio por Buenos Aires compra o relógio Cartier em um antiquário. Ela não faz ideia de quem era o antigo dono do relógio e do grande mistério que gira entorno do mesmo, desencadeando uma incrível aventura.

O relógio foi uma criação do autor, mas a trama conta com personagens históricos e fatos do nazismo. Baseado também em lendas e relatos, o autor acrescenta novos dados e levanta situações que ainda geram questionamentos sobre essa época marcante.

O vínculo entre os personagens vão se formando gradativamente e a narrativa segue com cenas específicas. No meio do livro, a trama ganha novos formatos e alavanca com a movimentação do grupo neonazista, do FBI, da Polícia Federal brasileira e o encontro entre o agente brasileiro Édson Fernandez com Verônica.

A trama é bem conduzida do começo ao fim. A linguagem utilizada pelo autor é bastante simples, ele consegue prender a nossa atenção até o próximo parágrafo. Os capítulos não são longos, o que torna a leitura ágil e de fácil entendimento.

Características:

Autor: Bruno Atti

Editora: Quatrilho Editoral

Edição: 2015

 

 

Com ares de “50 Tons de Cinza” brasileiro Redenção pelo amor, é o último livro da trilogia Redenção, e nessa trilogia conhecemos os três amigos: Arthur, Matt e Antônio.

A heroína Supergirl, prima do Superman, ganhará uma nova HQ, agora inspirada no contexto da série que é exibida pela CBS.

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